Entenda as normas de eficiência antimicrobiana e antiviral

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Atualmente, os consumidores têm criado cada vez mais demanda para produtos antimicrobianos e antivirais. Em 2020, por exemplo, com a explosão da pandemia do Covid-19, produtos capazes de eliminar o corona vírus sumiam das prateleiras, de tão rápido que eram consumidos. Além disso, com a acessibilidade criada pela internet, a informação tem chegado mais rápido e, junto com ela, a conscientização.

É por esses motivos que temos visto com mais frequência certas frases nas embalagens que encontramos nos mercados. Quer um exemplo? Eu aposto que você já viu alguma dessas por aí!

  • Capaz de eliminar até 99% das bactérias
  • Elimina germes e bactérias
  • Eficácia comprovada contra o corona vírus

Reconheceu alguma? Apesar de serem frases bem assertivas, você já se perguntou como é possível afirmar que 99% das bactérias são eliminadas? Ou então, como se tem certeza que tal produto é capaz de eliminar um vírus? É para comprovar essas afirmações que existem as normas! Através delas, estabelecemos metodologias padronizadas que são seguidas e respeitadas mundialmente. Uma vez que o produto é laudado com uma dessas normas, podemos ter a certeza da sua eficiência!

Conhecendo as normas antimicrobianas

Existem diferentes normas que podem atestar a ação antimicrobiana em um material. Sejam elas internacionais ou nacionais, é importante ter conhecimento do método aplicado e de como os resultados são interpretados para escolher a mais adequada.

No caso da S3nano, o princípio ativo antimicrobiano é não migrante. Ou seja, nossos aditivos permanecem incorporados nos produtos aditivados durante toda a sua vida útil, sem migrar para o ambiente. Dessa forma, a maneira mais adequada para avaliação da eficiência, é a aplicação de normas baseadas na análise do crescimento e presença de microrganismos sobre/sob o próprio produto testado. Como é o caso da JIS Z 2801 – Measurement of Antibacterial Activity on Plastics Surfaces e da AATCC 100 – Antibacterial Finishes on Textile Materials que comprovam a eficiência dos aditivos S3nano.

Apesar de possuírem algumas diferenças entre as suas metodologias, ambas as normas consistem na adição de inóculo, rico em bactérias, diretamente sobre o material que está sendo analisado, sendo um deles com o aditivo antimicrobiano e o outro sem. Esse material sem nenhum tipo de aditivo é chamado de amostra controle e será usado para comparar e quantificar os resultados.

Após a incubação, onde as amostras são deixadas por até 24h, as bactérias são rinçadas para um meio de cultura visando maximizar a sua proliferação. Dessa forma, você poderá quantificar a proliferação bacteriana dos microrganismos que sobreviveram sob a superfície aditivada e compará-lo com a amostra controle. É realizada uma contagem comparativa e calcula-se a eficiência do aditivo em inibir a proliferação bacteriana através da redução logarítmica.

Entenda os resultados

Apesar de parecer complicado, a análise deste resultado pode ser bem simples. Normalmente, há três valores que são mais comuns. Cada um deles indica uma porcentagem que representa a eficiência do aditivo em eliminar microrganismos. Dá uma olhada na tabela!

Resultado: redução de Eficiência
1 log1090%
2 log1099%
3 log1099,9%

Além disso, como você deve imaginar, existem milhares de espécies de bactérias no mundo e certamente não seria possível testar todas. Entretanto, para garantia da eficiência, ambas as normas usam cepas padronizadas de duas bactérias que representam um espectro abrangente de microrganismos. São elas a K. pneumoniae, gram negativa, e S. aureus, gram positiva. Desta forma, uma vez que o produto é capaz de eliminar essas duas bactérias, entende-se que ele seria capaz de eliminar as demais semelhantes!

Conhecendo as normas antivirais

Agora que já conhecemos as normas antibacterianas, vamos dar uma olhada nas antivirais. Certamente elas ficaram muito famosas no último ano, visto a necessidade de comprovar a eficácia de determinado produto contra o corona vírus.

Na S3nano, nossos aditivos são laudados segundo as normas ISO 18184 – Determination of antiviral activity of textile products e ISO 21702 – Measurement of antiviral activity on plastics and other non-porous surfaces, variando de acordo com o material analisado.

Assim como as normas antimicrobianas, as antivirais possuem metodologias previamente estabelecidas e são testadas com vírus que possam abranger um amplo espectro. São eles o Adenovírus humano, modelo viral não-envelopado, e Coronavírus Munino – MHV-3, envelopado.

Ambas as normas avaliam o efeito que a infecção viral provoca nas células, comparando quantitativamente a multiplicação em materiais com aditivo e sem. Durantes os testes, os vírus são inoculados nas amostras por até 24h. Ao final do ensaio, é feito uma contagem comparativa e calcula-se a taxa de redução.

Novamente, estamos falando de normas quantitativas! Os resultados são expressos em percentual e representam a porcentagem de inativação viral. Ou seja, um resultado igual a 99,9% significa que o aditivo é capaz de inativar 99,9% dos vírus ali presentes.

Qualquer tipo de material pode ser analisado?

Nota-se que as normas são específicas para cada tipo de material, isto é, desde superfícies plásticas até têxteis. Isso porque os materiais apresentam características únicas de porosidade, rugosidade e diversas propriedades fisico-químicas que alteram seu comportamento frente aos microrganismos. Quando um material não se enquadra em uma norma pré-estabelecida, os laboratórios de análise adaptam e até mesmo desenvolvem metodologias mais adequadas para atestar esses outros materiais, uma vez que esses labortórios pertencem a Reblas (Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde) e portanto são habilitados pela Anvisa.

Mas será que é realmente confiável?

Se você ainda não está totalmente convencido, acredito que agora ficará. Nenhum desses testes, sejam eles antivirais ou antimicrobianos, são realizados uma única vez. Amostras em replicatas são extremamente importantes e obrigatórias para que o teste seja confiável. Ou seja, para todas essas normas, o laboratório responsável repete as análises no mímimo três vezes para comprovar a eficiência de um material, em alguns casos até 30 vezes! Assim, é muito mais garantida a precisão do ensaio, além de evitar os famosos “falsos positivos” que vemos por aí. Por isso é tão importante estar atento e optar por produtos com atividade antimicrobiana comprovada!

Quer descobrir como valorizar o seu produto com aditivos antivirais e antimicrobianos certificados pelas principais normais internacionais? Entre em contato com a nossa equipe de especialistas!

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