Nanoprata para saneantes de ação prolongada

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Atualmente, o uso de saneantes para o combate de microrganismos é bem difundido no mercado. Entre as composições mais convencionais, destaca-se o uso de:

  • Compostos quaternários de amônio (CQA);
  • Clorexidina;
  • Polihexametileno biguanida (PHMB);
  • Hipoclorito de sódio;
  • Álcool etílico 70%.

Entretanto, tais compostos apresentam limitações quando comparados a aplicação de nanopartículas de prata em saneantes.

Vantagens da nanoprata

Inúmeras vantagens tornam a nanoprata um diferencial para o seu produto. Entre elas, pode-se citar a garantia de ação antimicrobiana, com eficiência superior a 99,9%, para um amplo espectro de vírus e bactérias. Além disso, ela é também capaz de combater fungos filamentosos, leveduras e bactérias resistentes a antibióticos.[1]

As nanopartículas de prata possuem elevada área superficial o que garante alta eficiência no combate a microrganismos com o uso de baixas concentrações.

Outra vantagem relacionada ao uso dessa nanotecnologia é o efeito de proteção prolongada, ou permanente, que varia de acordo com a forma de incorporação do aditivo. Em função da alta estabilidade química e das propriedades sólidas nanoestruturadas, as nanopartículas de prata ficam dispersas no líquido e permanecem aderidas à superfície mesmo após a evaporação do saneante. Dessa forma, a superfície se mantém protegida por mais tempo.

A junção dessas características, em especial o efeito de proteção prolongada, levam ao crescente interesse em utilizar as nanopartículas de prata no setor de higiene & limpeza, tanto como princípio ativo único ou ainda pela ação combinada com outras substâncias antimicrobianas.

Ação antimicrobiana

As nanopartículas de prata efetuam um ataque aos microrganismos altamente eficiente. Elas possuem ação bacteriolítica, destruindo a parede celular e causando o vazamento do material genético interno. Dessa forma, ela impede a proliferação e o crescimento bacteriano.

O surgimento de microrganismos super-resistentes, na maioria dos casos, está associado a existência de microrganismos em concentrações subinibitórias de princípio ativo, decorrente da evaporação do mesmo após a aplicação. Devido ao caráter não volátil da nanoprata, sua atividade antimicrobiana permite a eliminação de bactérias e vírus sem a instauração de qualquer tipo de resistência microbiana.

No combate a vírus, a sua ação antiviral abrange um grande número de espécies, incluindo vírus não-envelopados! As nanopartículas interagem com as proteínas que formam tanto o capsídeo, de vírus não-envelopados, quanto o envelope proteico, presente em vírus envelopados. Dessa forma, a nanoprata imita o receptor primário celular e inibe a replicação viral dentro de células hospedeiras, impedindo a sua propagação.

Em contrapartida, os demais princípios ativos disponíveis no mercado apresentam ação antimicrobiana reduzida quando comparados ao amplo espectro de microrganismos abrangido pela ação da nanoprata.

Tempo de ação

De acordo com a ANVISA, a grande maioria dos saneantes disponíveis no mercado necessitam de alguns minutos em contato com a superfície para inativar os microrganismos. No caso de compostos quaternários de amônio, por exemplo, a recomendação está estimada entre 10 e 15 minutos para garantia da ação antiviral e antimicrobiana.[2,3]

Em contrapartida, a nanoprata atua como um aditivo capaz de agir rapidamente no combate a microrganismos. Estudos apontam que mais de 99% da carga viral da COVID-19 pode ser inativada em apenas 2 minutos![4]

Já no caso das bactérias, após 5 minutos de contato, as nanopartículas de prata são capazes de reduzir em 88% a presença da bactéria Escherichia coli em uma superfície, atingindo 100% de eliminação em menos de 10 minutos.[5] Esses resultados se mostram altamente eficientes, quando comparados a outros saneantes tradicionais, como o álcool etílico 70% e aqueles baseados em hipoclorito de sódio.

Redução percentual considerando tempo e substância desinfetante testada sobre Escherichia coli.[3]

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1 Laudos internos de eficiência antiviral e antimicrobiana da S3nano.

2 AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. SEI/ANVISA – 1003280. 2020.

3 Apresentação do PowerPoint PINTO, Marcelo Páscoa. Avaliação da eficácia de dois protocolos de higienização em áreas de produção de alimentos de um supermercado. 2006. 141 f. Dissertação (Mestrado) – Curso de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2006.

4 Assis, M. et al. Nanomaterials 2021, 11, 638. https://doi.org/10.3390/nano11030638

5 PORTO, K.B. Ação Antimicrobiana de Nanopartícula de Prata sobre Patógenos. Universidade São Francisco, Bragança Paulista, 2012.

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